Cinesioterapia: saiba tudo sobre a terapia do movimento

Cinesioterapia auxilia no processo de reabilitação

Cinesioterapia é, literalmente, terapia por meio do movimento. Ou seja, é a utilização de técnicas específicas de movimento com fins terapêuticos na prevenção e reabilitação, visando à saúde e bem-estar do indivíduo. A técnica é indicada quando existe a necessidade de prevenir ou tratar uma disfunção. Ou ainda para restaurar ou potencializar uma função, quando há alguma limitação de atividade ou restrição de participação. Pessoas de todas as idades, com qualquer condição de saúde, podem se beneficiar desse conjunto de movimentos, já que eles são adaptáveis. 

“Limitação de atividade é qualquer dor ou limitação de movimento que restrinja alguma função específica, por exemplo, dor no ombro ao levantar o braço para alcançar algo acima da cabeça, ou limitação da amplitude de movimento do ombro que comprometa abotoar o sutiã. Estas limitações podem levar a uma restrição de participação, tanto nas atividades de vida diária, como nas atividades laborais e recreacionais”, explica a fisioterapeuta  especialista em recursos cinesioterápicos e osteoterapeuta, Juliana Gomes Elias.

A especialista conta que os exercícios terapêuticos aplicados na cinesioterapia são selecionados respeitando essas limitações do indivíduo, visando a tratar as disfunções e alcançar os objetivos traçados pelo paciente e pelo terapeuta. Assim, para chegar a essas metas, não só a avaliação física e a utilização de testes funcionais são importantes. “É fundamental uma boa anamnese, para identificar e contextualizar o indivíduo em seu aspecto biopsicossocial e compreender sua influência na disfunção que ele apresenta”, afirma Juliana Elias.

Diferenças e semelhanças entre cinesioterapia e Pilates

Quem pode aplicar a técnica?

Se bem aplicada e orientada, a cinesioterapia pode proporcionar inúmeros benefícios. Dentre eles, minimiza os efeitos da inatividade; recupera movimento funcional pela restauração do equilíbrio entre força e relaxamento muscular; promove resistência a fadiga e flexibilidade corporal; estimula a coordenação motora, equilíbrio e propriocepção. Além disso, ainda atua na redução da dor, na promoção da saúde e do bem-estar. Lembrando que para atuar com cinesioterapia, é preciso ser profissional da reabilitação, cujo Conselho Profissional autorize a utilização da cinesioterapia como ferramenta de trabalho.

Cinesioterapia possui contraindicações?

Juliana Elias ressalta que as contraindicações à cinesioterapia normalmente são relativas, visto que a escolha do plano de exercícios é específica para cada caso, a partir de uma criteriosa avaliação. “Por exemplo, sabemos que o movimento de flexão do tronco, principalmente contra a gravidade, pode causar microfraturas na coluna em pessoas com osteoporose, por achatamento do corpo vertebral. Então este movimento é contraindicado para esta pessoa. Para visualizar esse tipo de flexão podemos exemplificá-lo como o gesto de levantar-se da cama a partir da posição deitada de barriga para cima, levando o tronco para frente e para cima”, detalha a profissional. 

Ainda assim, mesmo essa pessoa que possui essa limitação específica pode e deve se mover, mantendo a coluna alongada, e se beneficiará muito com movimentos de extensão da coluna. “Ou seja, raramente teremos uma situação em que a indicação é não mover de forma alguma, principalmente considerando que o simples ato de respirar já é movimento. Vida é movimento”, pontua Juliana Elias.

Saiba tudo sobre cinesioterapia

Cinesioterapia e Pilates: como se comunicam?

O Pilates e a cinesioterapia dialogam com perfeição, promovendo ainda mais benefícios ao indivíduo. Juliana Elias afirma que o incrível repertório de movimentos inteligentes e funcionais do Pilates é um ótimo recurso cinesioterápico, tanto na prevenção quanto na reabilitação e no pós-reabilitação. Apesar dessa comunicação, eles são processos diferentes, como explica a especialista: “O Pilates constitui-se um método em si. Na verdade, é mais que um método, é uma proposta de saúde integral que ultrapassa a esfera corporal. Vai muito além de uma proposta de exercícios. Já a cinesioterapia é uma ciência que utiliza o movimento como recurso terapêutico, e por isso pode abranger no seu escopo diversos métodos”.

Assim, é possível montar um treino específico e individualizado de Pilates dentro do contexto da cinesioterapia para cada paciente/aluno, considerando suas deficiências e potencialidades. “Antes de mais nada, devemos saber por que e com qual objetivo escolhemos aquele movimento para aquela pessoa. A construção do raciocínio crítico Polestar dá ferramentas para tanto. Na Polestar Pilates, utilizamos um modelo de solução de problemas e planejamento de tratamento baseado no Quadro de Nagi evoluído pelo modelo CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde) e modificado pelo CEO da Polestar, Brent Anderson”, ressalta a profissional. 

Reabilitação

Juliana Elias, que também é educadora Polestar, continua: “Essa adaptação realizada por Brent Anderson foi feita em razão das especificidades do método Pilates. Além disso, o conceito de estágios de reabilitação de Porterfield e DeRosa também auxilia no desenvolvimento de um plano de aula coerente com a reabilitação. Dentro deste raciocínio, utilizamos o método Pilates de forma consistente, sem necessidade de tantas modificações e criações”.

Ou seja, o professor de Pilates que também é fisioterapeuta pode usar o método como recurso cinesioterápico para o tratamento de disfunções específicas. Para isso, ele deve ter o conhecimento necessário para fazer as progressões para cada paciente, de forma a reabilitar a função que está limitada. “Polestar Pilates é mundialmente reconhecida por ensinar o método Pilates com uma metodologia inovadora, que permite trabalhar na reabilitação desde a fase aguda, bem fundamentada e alinhada às mais recentes pesquisas na área de movimento.

Conheça a cinesioterapia, terapia do movimento

Polestar Pilates Rehab

Todas essas ferramentas podem ser desenvolvidas, inclusive, no curso Polestar Pilates Rehab. Voltado para todos os profissionais que atuam diretamente com reabilitação, o curso aborda o repertório do Pilates com o olhar voltado para prevenção, reabilitação, pós-reabilitação; além das contraindicações e aplicação de exercícios para o tratamento de patologias e disfunções mais comuns. O curso inclui laboratórios práticos, raciocínio crítico, estudos de caso, ferramentas de avaliação e de coleta de dados e desenvolvimento do plano de tratamento.

O Rehab é indicado ainda que o profissional não almeje ser instrutor de Pilates, mas deseja trabalhar ou já trabalha com reabilitação. Com os conhecimentos adquiridos, o profissional poderá incrementar sua atuação com a reabilitação, a partir da aplicação dos movimentos do Pilates. A Polestar Brasil oferece aulas presenciais em diversas localidades do Brasil e também aulas online. Para mais informações, clique aqui

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