Pilates e labirintite: uma mistura para lá de interessante

relação entre pilates e labirintite

A labirintite é uma doença do ouvido que afeta o labirinto e suas estruturas responsáveis pela audição (cóclea) e pelo equilíbrio (vestíbulo). O problema afeta 33% das pessoas em alguma fase de suas vidas. Mas, na terceira idade, essa estatística alcança os 65%, segundo dados do Departamento de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Em razão das peculiaridades do problema, vamos abordar aqui sobre Pilates e labirintite.

O que causa a labirintite e quais suas consequências?

Inicialmente, vale chamar a atenção para um importante detalhe. As pessoas costumam chamar qualquer distúrbio na região do ouvido interno de labirintite, mas o termo correto é labirintopatia. A libirintite, portanto, é apenas um desses distúrbios.

As causas da labirintite ainda não são claras. Mas sabe-se, porém, que infecções e inflamações, como por exemplo a otite média e o resfriado, sejam as causas mais comuns para a doença. No entanto, outros fatores também podem desencadear o problema, ainda que com menos frequência. Nessa lista estão os tumores, doenças neurológicas, compressões mecânicas, alterações genéticas, alergias e o uso de medicamentos perigosos para a saúde do ouvido interno.

Na labirintite, as áreas do ouvido interno ficam inflamadas e irritadas, fazendo com que os nervos do vestíbulo enviem sinais incorretos ao cérebro, como se o corpo estivesse se movendo. No entanto, outros sentidos, como a visão, não detectam esse movimento. Ou seja, isso causa uma verdadeira confusão entre os sinais recebidos pelo cérebro. Consequentemente, o indivíduo perde as noções de equilíbrio.

Sintomas

Entre os sintomas mais significativos da labirintite estão as vertigens, tonturas, náuseas, vômitos, redução ou até perda de audição, além de zumbidos e, em alguns casos, até queda de cabelo. Porém, é importante alertar que a labirintite pode também estar acompanhadas de problemas da coluna cervical. Nesses casos, o paciente ainda poderá apresentar formigamento ou sensação de desconforto em braços e/ou mãos. Além disso, ainda é comum sentir peso, queimação ou desconforto na coluna.

Pilates e labirintite: qual a relação?

O método criado por Joseph Pilates promove resultados significantes para a saúde das pessoas com labirintite. Em geral pode auxiliar a desenvolver os sentidos por meio do autoconhecimento e a manter o equilíbrio, fortalecendo determinados músculos do corpo. Por isso a relação entre Pilates e labirintite precisa ser compartilhada, a fim de que as pessoas que sofrem com o problema possam ter acesso a mais essa alternativa de tratamento e cuidado.

O componente de conexão mente-corpo adquirido com a prática do Pilates aumenta o bem-estar, especialmente importante quando você está lidando com depressão e estresse, bem como com os efeitos físicos da doença. O fortalecimento dos tornozelos e quadris, paralelo ao trabalho proprioceptivo, podem ajudar a manter o equilíbrio até que a inflamação do ouvido interno recue.

Inclua-se aqui também a tão importante estabilização e mobilidade da cervical. Além disso, músculos bem desenvolvidos evitam transtornos comuns e perigosos, como  as quedas. Um prato cheio para nós pilateiros, não acham?

Atuação do profissional de Pilates

O direcionamento do olhar tão importante na realização dos exercícios de Pilates ganha uma importância maior com esse grupo de clientes. Por isso, o profissional deve ensinar o aluno a manter um ponto fixo. Principalmente quando o corpo está em movimento e numa fase mais avançada, direcionar o olhar com os movimentos dos membros superiores ajuda a treinar os reflexos vestibulares e cervicais.

Por sua vez, a propriocepção nesse caso inicia-se com os movimentos oculares. Na sequência, com a posição da cabeça, movimentos cervicais, exercícios de controle postural em várias posições e, assim por diante. Essa sequência deve seguir até compreender todo o corpo. Inclusive, até que o aluno seja capaz de utilizar uma superfície instável, se for realmente necessário.

Pilates e labirintite: prescrição de movimentos

Exercícios básicos como o Footwork no Reformer devem ser evitados, pois o “vai e vem” do carrinho coloca o sistema vestibular em situação de estresse. Modificações frequentes de posicionamento também devem ser evitadas.

A prescrição correta do exercício para um aluno que sofre com as labirintopatias é crucial para melhora ou piora do quadro clínico, portanto é necessário estudar cada aluno e, assim, reconhecer a hora correta de cada exercício.

A atenção será sempre necessária e o Pilates é uma excelente escolha para ajudar nesse processo.

* Artigo atualizado, de autoria da educadora de Pilates, Bianca Dore, originalmente publicado em 1º de novembro de 2016.

+Q Pilates, Atividade Fisica, bem-estar, Bianca Dore, consciência corporal, Equilíbrio
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