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Emagrecimento e Pilates: Como o Pilates pode auxiliar na luta para perder peso

Por Alice Becker

Emagrecer!

Tornou-se uma preocupação constante da sociedade moderna, um incômodo muito maior que um calo ou a pedra no sapato. Esse verbo todo poderoso e seus adjetivos derivados, julgam como deuses cruéis em sua sutil monstruosidade, os que entram ou não no paraíso terreno!

Diariamente escutamos ou dizemos: “preciso emagrecer”, ”estou mais magro (a)”, “não consigo emagrecer”, “ele é magro demais”, “estava mais magra e aí”.

Esta idolatria ao corpo magro, como uma verdadeira obsessão, é parte do desequilíbrio que vivemos como sociedade de massa, onde reforçamos um certo grau de comportamento autodestrutivo e valorizamos a busca pelo sucesso e pelo poder sobrepujando o padrão natural de busca pelo prazer. Ser bem sucedido neste contexto significa mais obter o reconhecimento do outro, do que possuir uma virtude superior ou do que realizar um objetivo pessoal.  A imagem projetada ganha em importância,  destaca o indivíduo da multidão e este consequentemente alcança poder perante os olhos desta.

A qualidade e o conteúdo do que realizamos perdem valor. Nossa abordagem em relação à vida deixa de ser criativa. Neste caminho, criamos uma ilusão de individuação, que em verdade nos massifica, pasteuriza, desvitaliza.

“Negamos nossas respostas estéticas ao fecharmos nossos sentidos, nossas percepções, e nós nos anestesiamos a nós mesmos com música em alto volume em nossos ouvidos, com Advil e Xanax, com pílulas para dormir e cafeína, e Prozac, com álcool com cubos de gelo antes de cada refeição para anestesiarmos as nossas línguas, uma vez que já não sabemos mesmo o que estamos comendo, e altas dosagens de açúcar e de sal. Quem pode chegar ao fim de um dia com os sentidos totalmente despertos e alertas? É uma carga muito grande de muito lixo que entra. Feiúra demais.“ James Hillman.

A preocupação em relação ao excesso de peso e gordura está presente nos pesadelos diurnos e noturnos de muitos, com freqüência como uma simples possibilidade de vir a existir. O aumento deste tipo de pressão somado a tantos outros agentes “poluentes” que absorvemos em nossa vida hoje, geram instabilidade nos nossos diversos sistemas corporais, que podem se manifestar sob a forma de angústias, fobias, compulsões, transtornos alimentares e de sono, depressões e descontroles de forma geral.

Adoecemos, promovendo um exagero de proporções semelhantes no outro prato da balança social. O nosso paraíso tão perfeitamente idealizado é invadido pela poderosa e igualmente monstruosa sombra da obesidade. Ela vem forte, sucumbindo até nossos jovens e crianças, tornando-se um grave problema social e de saúde pública.

Como disse Thérèse Bertherat, em seu livro “O Corpo tem suas Razões”, de 1976: “Neste instante, esteja você onde estiver, há uma casa com seu nome. Você é o único proprietário, mas faz tempo que perdeu as chaves. Por isso fica de fora, só vendo a fachada…..Seu corpo de verdade – harmonioso, dinâmico e feliz por natureza – foi sendo substituído por um corpo estranho que você aceita com dificuldade, que no fundo você rejeita.”

A Natureza da qual somos parte integrante, dentro da qual dançamos a dança da vida e da beleza, cutuca nosso instinto de sobrevivência.

Não somos totalmente massificados. Nosso corpo somos nós mesmos e assim pelo instinto reagimos e nos rebelamos para não deixarmos que este corpo nos escape levando com ele a vida. Sobrevivemos pela alegria de viver.

O belo para nossa natureza animal também está relacionado com este instinto. Segundo aponta nossa curiosidade científica, nossa inteligência animal natural busca a harmonia e o equilíbrio corporal, o que influencia até aquela atração inexplicável por alguém, como um entendimento inconsciente de que além de estarmos diante de um ser saudável e, portanto, de um reprodutor de qualidade, estamos diante de um ser internamente belo. O que se expressa em nossa fachada é também reflexo do que ocorre dentro de nós e essa vida interna envolve o corpo inteiro, todos os nossos “corpos”. Dependemos em muito desta competência harmônica. Ela é determinante em nossa busca pelos momentos de felicidade.

Logo ganham espaço filosofias e métodos que objetivam um estado de ser harmonioso, equilibrado, mais próximo da nossa essência, do belo, do que chamamos de natural.

O Método Pilates entra na nossa existência como parte da rebelião.

O método Pilates e seus princípios:

Joseph Hubertus Pilates, criador do método que hoje leva seu nome, denominava seu sistema de exercícios de “Contrologia”. Em seu livro “Return to Life” (Retorno à Vida), de 1945, ele escreveu: “Contrologia é a coordenação completa de corpo, mente e espírito. Através da Contrologia, você irá adquirir, inicialmente, o controle completo do seu próprio corpo e então, através da repetição adequada dos exercícios, irá adquirir gradual e progressivamente aquele ritmo e coordenação natural associados a todas as suas atividades mentais e subconscientes.” (pág 18)

A Saúde Integral do Corpo é o primeiro dos três princípios do Método Pilates segundo seu criador. Ela se refere ao desenvolvimento de corpo, mente e espírito em total coordenação. Joseph Pilates escreveu que ela poderia ser alcançada através de exercícios, de uma dieta adequada, boa higiene, bom sono, bastante luz solar e ar fresco além de equilíbrio entre trabalho, recreação e descanso.

O segundo princípio é o Engajamento Total do Corpo. Ele significa a disciplina mental e física, a ética no trabalho e uma atitude em relação a si mesmo onde se assume o estilo de vida necessário para alcançar a Saúde Integral do Corpo.

Um compromisso com todos os nossos corpos (emocional, energético, espiritual, físico….).

Em Return to Life, Pilates ainda afirma: “para obter as realizações mais elevadas dentro do escopo das nossas capacidades em todos os aspectos da vida, devemos nos esforçar constantemente para desenvolver corpos fortes e saudáveis e para desenvolver nossas mentes ao máximo das nossas habilidades.” (pág 15).

Viver de forma equilibrada é ao mesmo tempo objetivo e benefício deste sistema de exercícios que vem sendo usado em todo o mundo. É um instrumento de transformação e conquista de uma consciência maior de si e de tudo ao nosso redor. O despertar desta consciência facilita o vislumbrar de uma melhor administração de nós mesmos, tornando-nos mais atentos e fortes, inclusive na sustentação dos nossos valores, nossa ética mesmo que estes naveguem contra a correnteza.

Podemos aguçar nossas percepções e passamos a notar o modo como nos sentimos física e emocionalmente, desde como nos movemos, o que dizemos e como nos é dito, até como e o que comemos.

Ao tomarmos consciência de nossas fragilidades e limitações, percebemos a força que possuímos, afirmamos nossa individualidade, damos o primeiro passo no sentido de reencontrarmos nossa capacidade de iniciativa, a confiança em si mesmo e de reagirmos de forma positiva em direção à nossa saúde e bem estar e até mesmo de requerer suporte externo quando necessário for.

Dentre os especialistas facilitadores da saúde completa contamos com os nutricionistas, psicoterapeutas, personal trainers, fisioterapeutas, acupunturistas, massoterapeutas e professores de dança, Pilates ou Yoga. Todos excelentes aliados e cada um com seu potencial de auxílio à prevenção e cura.

O que não podemos esquecer é que dentre todos, os mais competentes e completos facilitadores de saúde do nosso corpo, somos nós mesmos. É nossa a responsabilidade sobre a nossa vida e o nosso corpo e esta não podemos entregar a mais ninguém.

Podemos obter e projetar uma imagem que nos satisfaça. Nascemos com este poder e para que ele se mantenha vivo e ativo, é preciso explorá-lo. Nosso corpo por ser ecologicamente correto em seu saber natural, descarta tudo que não é utilizado.  É preciso portanto, usar e manter viva a inteligência corporal e o grande facilitador desta vida é o movimento.

Falemos agora do terceiro princípio: a Respiração.

O método Pilates já nasceu estreitamente ligado ao tema da respiração. O seu criador, Joseph Pilates, foi uma criança raquítica e asmática e passou sua vida pesquisando atividades físicas que melhorassem sua função respiratória e, em conseqüência, o seu desenvolvimento corporal. Um apaixonado pelo movimento, foi buscar informações que muito contribuíram para o que hoje conhecemos como seu método em diversas atividades físicas, dentre elas a Yoga que coloca grande ênfase na respiração e em como e quando ela é feita.

A respiração normalmente se distribui em três planos principais: anterior-posterior, lateral e superior-inferior. Com o Pilates, buscamos um equilíbrio desses três planos respiratórios. Nenhuma dessas respirações sozinha é a correta nem totalmente boa ou nociva; precisamos saber equilibrá-las, otimizá-las e diferenciá-las, desenvolvendo a consciência do momento em que cada uma delas é mais indicada ou necessária.

A respiração é normalmente automática e inconsciente, mas também pode ser um ato voluntário e consciente. Ela pode ser utilizada como instrumento para atingir qualidade na execução dos movimentos. O contrário também acontece, pois movimentos adequados com a região do tronco estimulam e ampliam a entrada e a saída de ar dos pulmões. Quando bem desenvolvida, a respiração explora movimentos laterais, inferiores e posteriores da “cesta” torácica formada por nossas costelas, a coluna e o osso do peito, o esterno, na parte anterior. A respiração profunda ou forçada é também um excelente treino para os abdominais. Quando expiramos com mais força e colocamos as mãos na barriga, sentimos a ação destes músculos, que são os músculos que nos curvam para frente promovendo a flexão de coluna. Por outro lado, a inspiração profunda faz o peito subir e a coluna iniciar um arco para cima e para trás, e essa respiração pode auxiliar na realização de movimentos de extensão da coluna.  A respiração pode então ser usada para facilitar a mobilização da coluna.

Movimentar a coluna de forma segmentada através de exercícios específicos e respirar profundamente são recursos do Pilates que estimulam o sistema autônomo, um sistema de nervos aconchegado à nossa coluna, que é responsável por regular funções como o sono, o relaxamento, os batimentos cardíacos, a circulação, a digestão, a eliminação dos dejetos, nossa produção de hormônios…. tantos elementos indispensáveis ao equilíbrio e o bom funcionamento do organismo.

A prática constante e adequada de Pilates nos ajuda a relaxar, sensibilizar, desacelerar o ritmo em todas as áreas do nosso viver. Quando comemos mais lentamente, por exemplo, nos saciamos com uma quantidade de alimentos bem menor.

A respiração é também responsável por importantes mudanças fisiológicas. A inspiração e expiração consistentes e plenas auxiliam a nutrição celular e a eliminação de impurezas e subprodutos do metabolismo. Pilates chamava esse mecanismo de limpeza de “chuveiro interno” que revigora e rejuvenesce a mente e o corpo. A respiração profunda ou forçada otimiza a troca de gases O2 e CO2. Quando essa troca é mais eficiente, o resultado é uma melhora do humor, da imunidade, da saúde dos mais diversos tecidos corporais.

Quando nos exercitamos, estimulamos a produção de substâncias tais como endorfina e seratonina, que aliadas à oxigenação corporal, nos tornam mais produtivos mental e fisicamente, atuam na diminuição dos sintomas de dor, depressão, irritação e cansaço e aumentam nossa sensação e percepção de prazer.

Quando a respiração é limitada, ela compromete a mobilidade e a vitalidade de todo o corpo.

Segundo Alexander Lowen, em seu livro Prazer – Uma abordagem Criativa da Vida, de 1970, “ As sensações são determinadas pela respiração e pelos movimentos…..Estar cheio de vida é respirar profundamente, mover-se livremente e sentir com intensidade. Essas verdades não podem ser ignoradas se valorizamos a vida e o prazer….A respiração profunda carrega o corpo e literalmente faz com que tenha vida”.

O grande diferencial do Método Pilates ao tema polêmico e doloroso do emagrecimento é justamente promover o despertar desse cultivo do autoconhecimento, o treino nesta administração de nós mesmos, o desenvolvimento da inteligência e da educação de todos os corpos que nos compõem para termos acesso ao ser inteiro, a nossa unidade.

Hoje em dia encontramos alternativas milagrosas e rápidas, pouco eficientes e de alto risco, tais como dietas radicais ou até cirurgia de redução de estômago. Cabe também mencionar as drogas e alimentos desenvolvidos em laboratórios que prometem emagrecimento. Contudo, com estes métodos não assumimos o controle básico da nossa própria “máquina”, nem nos educamos para nos tornarmos autônomos, senhores da nossa própria vida.

Mais uma vez Thèrése sabiamente aconselha: “..Respondo-lhe que você pode fazer algo para mudar e que só você pode fazer isso. Não é tarde demais. Nunca é tarde demais para liberar-se da programação de seu passado, para assumir o próprio corpo, para descobrir possibilidades até então inéditas. Ser é nascer continuamente.”.

Pilates como musculação

A atividade física pode ser considerada um dos tratamentos mais eficazes contra o excesso de peso corporal, pois ao estimular o aumento da atividade do sistema nervoso autônomo, ela promove a redução do apetite, aumento do metabolismo e atua na oxidação de gorduras.

Alguns estudos indicam a eficácia da musculação para a perda de peso, ou a influência dos exercícios na produção de hormônios e de como um programa mais longo (de semanas, meses ou mais tempo) normalmente vem acompanhado de uma perda de gordura corporal, pelo aumento na demanda energética após o exercício, mesmo quando já estamos em repouso.

Pilates com seus equipamentos e o uso da resistência de molas ou da gravidade soma a todas as suas propriedades a de ser também um tipo de musculação.

Entra em foco a importância do treinamento de força para emagrecimento bem sucedido, seguro e saudável. Apesar de em sua essência ser uma atividade anaeróbica, a perda calórica eficiente é possível e significativa. O truque está em desenvolver a massa muscular magra do nosso corpo. A massa magra é aquela camada fina de músculos, logo abaixo da camada de gordura, que está constantemente queimando calorias.

Vale ressaltar que passar fome também não auxiliará para a perda permanente de peso, porque além de favorecer a perda desta importante camada muscular, sentiremos logo fadiga. Nossa inteligência corporal natural então, prevendo períodos vindouros de escassez de nutrientes, começa a fazer reservas, resultando a médio e longo prazo, no acúmulo de gordurinhas indesejadas.

Pilates pode produzir músculos longos e elegantes de forma equilibrada por todo o corpo. A chave está no desafio constante, incrementando a freqüência, a regularidade e a intensidade das aulas. Para maximizar os esforços, vale praticar em paralelo uma atividade cardiovascular, sob orientação competente que dedique uma fundamental atenção à moderação da intensidade, garantindo o aumento do metabolismo enquanto ganha a almejada massa magra.

È importante lembrar que não podemos enxergar o corpo através de um prisma simplista. Precisamos acolher sua complexidade observando as demandas de todo o corpo (ou corpos) e procurar atender os diversos fatores envolvidos.

Portanto, associe tudo isso a repouso adequado, uma alimentação equilibrada e um cultivo cuidadoso à alma e os “deuses cruéis” ficarão satisfeitos!

Fique atento à ilusão de ótica

Outro recurso do Método é o da ilusão de ótica. Quando jovens, somos mais estreitos na região abdominal, mas à medida que a vida passa e amadurecemos, este abdômen se expande (com freqüência mais do que gostaríamos).

Quando aprendemos a funcionar em uma postura adequada, usamos músculos profundos que funcionam como um corpete; alongam e afinam nossa silhueta e até nos permitem adentrar vestimentas há muito abandonadas no armário. Assim, a auto-imagem e aquela que projetamos para os outros, é a de que emagrecemos.

Em uma entrevista apresentada em artigo da revista Readers Digest, de NY, 1934, Joseph Pilates, partilhou algumas dicas: “no cinema, ou no escritório – ou na máquina de escrever na mesa da sala – tudo o que precisa fazer é sentar o mais para trás possível na cadeira, pés apoiados no chão, joelhos dobrados em ângulos retos e repetir frequentemente para si mesmo: ‘Contraia o abdômen, ’ e faça mantendo pelo maior tempo possível.”

O alongamento vertical da coluna ativa a musculatura pélvica e estimula o Hara, a fonte da energia vital. Ele é definido pelos japoneses como o centro de poder que se situa no ventre, na linha central do nosso corpo. Ele está relacionado com nossas intenções, nossa missão na vida, nossa meta espiritual mais profunda. Segundo os orientais, quando alinhamos o Hara, sentimos muita energia, integridade e propósito pessoal, sincronizamos com o todo, com o propósito universal. Nessas ocasiões especiais, tudo flui harmoniosamente em nossas vidas.

Um dos pontos desta linha central, chamado de tan tien pelos chineses, localizado a alguns centímetros abaixo do umbigo, é o centro de força de onde partem os movimentos, um centro de vontade, nosso desejo de viver no corpo físico.

No Pilates denominamos este centro de Power House (em português ele é chamado de Centro de Força). É ele o centro de controle, de onde se originam todos os movimentos do corpo. É nele que se inicia a integração entre diversos músculos e tecidos profundos entre si e com outros mais superficiais do corpo, desde a base da pélvis até o topo da coluna, do centro para as extremidades, executando uma sinfonia harmônica, precisa e eficiente, que alinha nosso eixo corporal central, criando um efeito de alongamento vertical.

Este equilíbrio muscular é o sinal externo visível de que as comunicações vitais e o fluxo de energia estão funcionando livremente.

Para atingir este crescimento axial, Pilates no mesmo artigo de 1934 nos ensina: “ Pare para olhar uma vitrine, não para reduzir sua resistência à tentação de comprar, mas para observar sua postura refletida no vidro. Na maioria dos casos a postura não estará correta de uma vitrine para a próxima. Mas corrija todas as vezes…..Com cada esforço os músculos se tornarão mais fortes e ‘crescer’ se tornará um hábito….O quanto pode ser alcançado pelo hábito diário é demonstrado pelos orientais que habitualmente sentam de pernas cruzadas no chão (a melhor de todas as posturas sentadas). Eles têm costas retas e um elegante caminhar.”

A otimização da mobilidade e o alinhamento das partes visíveis do corpo com sua consequente organização da postura, libertam os fluxos de energia integrando a comunicação vital física e emocional das diversas partes do corpo. Correm livres os fluidos, os impulsos nervosos e as vibrações (através da rede conjuntiva – matriz de tensegridade), transmitindo informações para que todas as partes trabalhem juntas em todos os níveis: sistemas, órgãos, tecidos, células e núcleo.

Num corpo equilibrado onde a comunicação se processa sem obstáculos, a eficiência muscular é ótima e o gasto de energia pelo corpo em qualquer atividade é mínimo. Existirá mais energia disponível, maior tranqüilidade psicológica e segurança emocional. O corpo integrado realiza múltiplas tarefas simultaneamente com facilidade e prazer.

Este bem-estar interior reflete no exterior e começamos a nos gostar mais, a cuidarmo-nos mais nos fazendo fluir na rota do verbo emagrecer.

E assim, de forma ética vamos revolucionando o conceito de paraíso terreno, com total consciência do quão profundas são suas raízes em nosso ser.

Se assim como Joseph Pilates insistimos no exercício diário do cultivo da alma, honramos a estética, o belo, em seu significado mais profundo e amplo. Desta forma saímos da mira dos deuses impiedosos e sua “ira divina” não se manifestará sobre nós.

Este trabalho suado que aparenta lentidão e exige nossa persistência, é um dos recursos sólidos de conquista de uma não tão fugaz satisfação a caminho da almejada felicidade terrena.

Concluo citando um pensamento iluminado de Auguste Rodin, o célebre escultor, registrado nas paredes do museu Rodin-Bahia, no Palacete das Artes em Salvador:

“O corpo humano é, sobretudo o espelho da alma e daí vem sua maior beleza. Não existe receita para embelezar a natureza. Trata-se tão somente de vê-la”.

Fonte: Livro Pleno Corpo – Educação Somática, Movimento e Saúde – 2ª Edição

Referências:

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