Transtorno do Espectro Autista: o Pilates como aliado no tratamento

Pilates no Tratamento do transtorno do espectro autista

Transtorno do Espectro Autista: do que se trata e como o Pilates pode ser um importante aliado no seu tratamento?

O Transtorno do Espectro Autista – TEA – engloba uma série de condições de saúde caracterizadas por prejuízos em três importantes áreas do desenvolvimento humano, que podem se manifestar em conjunto ou isoladamente: dificuldade de comunicação e de interação social e adoção de padrões de comportamento repetitivos.

O autismo é apenas um dos transtornos que integram o espectro, assim chamado por envolver diferentes graduações de comprometimento, que podem variar de acordo com a intensidade dos sintomas, manifestando-se de maneira única em cada pessoa.

De diagnóstico essencialmente clínico, os sinais mais claros do TEA costumam aparecer ainda na primeira infância, entre os 2 e 3 anos de idade da criança. Neste período, alguns comportamentos que fogem ao habitual do desenvolvimento típico da idade podem servir de alerta aos profissionais de saúde e familiares:

  • Movimentos corporais repetitivos;
  • Incômodos excessivos com sons e barulhos específicos;
  • Aversão ou fixação com determinadas texturas;
  • Desconforto com toques, carícias ou ao ser carregado;
  • Demonstrar apego excessivo a determinados objetos.
  • Atraso no desenvolvimento da linguagem (verbal e não-verbal);
  • Reação anormal diante de alguma mudança de rotina;
  • Ausência de resposta ao ser chamado pelo nome;
  • Dificuldade em sustentar contato visual por alguns segundos.

Qual o tratamento adequado para o TEA?

Embora não tenha cura, intervenções precoces podem ajudar a suavizar os sintomas do TEA. Quanto mais cedo a família for bem orientada em relação ao quadro da criança, melhor será trabalhada sua autonomia e integração na sociedade, estimulando suas potencialidades e ajudando no desenvolvimento de novas formas de interação.

O recomendado é que uma equipe composta por especialistas de diversas áreas – neurologista infantil, fonoaudiólogo, psicopedagogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e psicólogo – desenvolva, em conjunto, um programa de reabilitação interdisciplinar.

Com avaliações periódicas, as intervenções destes profissionais atuam na potencialização das habilidades de comunicação e de interação social da criança. Em muitos casos, os recursos visuais são bastante utilizados para despertar o interesse dos pequeninos.

É preciso respeitar o ritmo de cada um, pois cada paciente tem uma evolução diferente, assim como é fundamental que a família esteja envolvida em cada etapa do treinamento, para também atuar na promoção desses novos estímulos.

Benefícios do Pilates para o tratamento do Transtorno do Espectro Autista.

Por ser uma condição que afeta o desenvolvimento do sistema nervoso central, o autismo afeta diretamente a integração sensorial do indivíduo. Em função disso, a prática do Pilates agrega muito no campo cognitivo.

Para despertar a atenção das crianças, o repertório de exercícios é preparado da forma mais lúdica possível, incluindo brincadeiras e acessórios como bolas, discos de rotação, cones, rolos de espuma e cordas. É importante que os itens utilizados sejam sempre colocados diante da criança, para estimular sua percepção visual.

O acompanhamento regular do instrutor é indispensável durante todo o momento, buscando sempre estabelecer um contato visual com a criança e adotar uma postura serena ao interagir com ela.

É fundamental que as atividades propostas respeitem os limites e as necessidades de cada criança, podendo ser adaptadas de acordo com a faixa etária, os interesses e o estágio de desenvolvimento social de cada um, de forma que permaneçam motivadoras e acessíveis.

Os exercícios, obedecendo sempre os princípios do Método Pilates, serão indicados com a função de amenizar ou de corrigir problemas de equilíbrio, educação postural, flexibilidade, coordenação, desenvolvimento muscular e da capacidade motora.

Além dos benefícios físicos, as atividades também impactam na saúde emocional da criança, permitindo que ela expresse seus sentimentos e emoções ao longo da prática, estabelecendo conexões que muitas vezes não consegue de forma verbal.

Tem algum caso bacana como instrutor ou familiar de uma pessoa com TEA?  Compartilhe com a gente nos comentários e ajude a enriquecer essa conversa tão importante sobre saúde e inclusão.

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