Como ajudar os pacientes com dores nas costas no ambiente do Pilates: uma visão científica.

por Rodrigo Andrade

Nestes últimos anos, a tecnologia aumenta a cada dia na área da saúde, hoje temos esteiras dentro da piscina para diminuir o impacto, eletroestimulação via wireless, cirurgias minimamente invasivas realizadas com auxilio da robótica, e por aí vai… Também, a partir dos anos 80, tem-se aumentado consideravelmente o número de pesquisas científicas, sendo assim, temos um maior entendimento das patologias.

Resumindo, se hoje temos mais tecnologia e mais conhecimento científico, temos menos pessoas com dores, certo?

Errado!!!!!

Em estudo recente, publicado pelo IHME – Instite for Health Metrics and Evaluation, sendo ele o maior estudo do mundo, demonstrou que a dor nas costas passou da sétima doença mais incapacitante do mundo nos anos 90, para a doença mais incapacitante em 2013. No Brasil, isso também acontece, segundo IBGE (2013), que coletou dados de 146,3 milhões de pessoas, demonstrou que cerca de 18,3% dessas, relatam as dores nas costas como doença crônica.

E por que isso acontece? Algumas teorias são abordadas para explicar esta epidemia, chamada dor nas costas.

A primeira delas é que as nossas crianças são mais sedentárias. Outra teoria seria o estilo de vida das pessoas, onde 22,5% da população brasileira não faz o mínimo de atividade física recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) (IBGE, 2013). A última teoria seria a inversão da pirâmide da idade, com o aumento da expectativa de vida mais problemas na velhice aparecem.

Mas o que tudo isso tem haver com as aulas de Pilates?

Diariamente, a população é exposta a toneladas de informações incorretas e irracionais sobre dores nas costas, gerando crenças irracionais e que induzem medo e incapacidade nos indivíduos com dor.

Como é a comunicação com seu paciente/aluno no ambiente do Pilates?

Será que os profissionais da saúde, também não são responsáveis por deixar as dores crônicas nos pacientes?

Você já ouviu ou já falou algumas destas frases?

• Você tem uma coluna de 80 anos!

• Esta hérnia está apertando sua medula!

• Sua vértebra está fora do lugar!

• Você tem que contrair o abdome para abaixar ou para carregar peso!

• Você tem dor, por que a sua coluna é torta!

• Você tem dor por que você tem o joelho e/ou tornozelo torto!

Todas estas informações são erradas, e ainda pode piorar o quadro do seu paciente.

Existe um fenômeno muito estudado atualmente chamado, NOCEBO! Nocebo é o inverso de “placebo”, aquilo que ajuda o paciente mesmo sem efeito real, o Nocebo pode ajudar o paciente a piorar!!! Sim, podemos ajudar o paciente a piorar!

Dependendo da informação dada para o paciente, faz com que ele tenha medo, cinesciofobia, que é medo de se movimentar, e com menos exercícios ele entra em um ciclo vicioso, gerando ansiedade, depressão, insônia …

O que eu devo fazer para ajudar o meu paciente com dor nas costas no ambiente do Pilates?

De acordo com as Diretrizes da NICE – National Institute of Health and Care Excellence, você deve:

• Encorajar o paciente a continuar as atividades normais.

• Promover e facilitar o retorno ao trabalho.

• Considere o programa de exercícios com base na preferência do paciente.

• Utilizar terapia manual somente associada aos exercícios.

• Estratégias cognitivos comportamental deve ser incluso ao tratamento.

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