Benefícios do Pilates no paciente com Acidente Vascular Encefálico (AVE)

por Amanda Manzini

O Acidente Vascular Encefálico (AVE), popularmente conhecido como Derrame é uma das principais causas de morte no Brasil e no Mundo. Ela atinge cerca de 16 milhões de pessoas no mundo a cada ano.

No Brasil, são registradas 68 mil mortes por AVE por ano, e é a primeira causa de morte e incapacidade no país, gerando um grande impacto econômico e social.

Existem dois tipos de AVE, o hemorrágico (quando ocorre um sangramento cerebrovascular) e o isquêmico (obstrução do fluxo sanguíneo).

As principais causas são: malformação arterial cerebral, hipertensão, cardiopatia, tabagismo e obesidade.

 

 

 

As principais limitações são: incapacidade funcional, aumento do risco de quedas, déficit na flexibilidade, força muscular, coordenação e equilíbrio.

Essas limitações podem afetar a independência do paciente, afetando algumas vezes dirigir, trabalhar e ter atividade social. Refletindo diretamente na qualidade de vida do paciente.
Por esse motivo é tão importante começar a reabilitação o mais rápido possível para que os déficits sejam diminuídos com mais rapidez.

O método Pilates tem sido usado como aliado no tratamento para melhorar a força muscular, postura, equilíbrio, marcha e diminuição do risco de quedas.

Existem diversos trabalhos mostrando a eficácia do método. Devido a isso os médicos têm indicado o método Pilates para complementar a reabilitação desses pacientes.

A maioria dos artigos publicados propõem uma rotina de Pilates de no mínimo 2 vezes por semana, para que haja uma melhora do quadro clínico.

A avaliação inicial é importante para identificar os sinais e sintomas desses pacientes. Lembrando sempre que cada paciente é único e merece uma avaliação minuciosa. Ouvir suas queixas é essencial para traçar o tratamento, pois as maiores queixas vão ser priorizadas no tratamento, para que ele tenha uma vida parecida que ele tinha antes do AVE.

Dependendo da gravidade dos pacientes as adaptações dos exercícios vão ser necessárias, respeitando sempre o limite funcional de cada paciente. É muito importante ficar atenta as regras de segurança, muito deles vão precisar de fixação na mão na barra torre, por exemplo, para executar o seated push through e assim por diante.

A Progressão dos estágios de reabilitação deve ser respeitada. Evite aumentar o peso e a intensidade ao mesmo tempo. As progressões devem ser feitas sempre respeitando o limite de cada paciente.

O intervalo entre os exercícios também se faz necessário, para evitar a fadiga precoce. Ofereça uma água para que ele se hidrate durante todo o atendimento.
A mudança de decúbito também merece uma atenção especial devido às hipotensões posturais. Mude-o lentamente de decúbito.

Um estímulo novo é primordial, por exemplo, conte com ele o número de repetições dos exercícios. O cérebro irá ativar mais regiões quando é dada uma tarefa extra.
O tratamento será árduo e recompensador! O estímulo do Professor de Pilates será essencial para que esse paciente tenha uma excelente qualidade de vida.

Referências Bibliográficas:
Shea, Sarah; Moriello, Gabriele; 2013. Feasibility and outcomes of a classical Pilates program on lower extremity strength, posture, balance, gait, and quality of life in someone with impairments due to stroke. Journal of Bodywork and movement Therapies.

Stivala, Adam; Hartley, Greg; 2014. The effects of a Pilates – based exercise rehabilitation program on functional outcome and fall risk reduction in an aging adult status – post traumatic hip fracture due to fall. The academy of geriatric Physical Therapy of the American Physical Therapy Association.

Roh, Suyeon; Gil, Ho Jong; Yoon, Sukhoon. Effects of 8 weeks of mat- based exercise on gait in chronic stroke patients. The Journal of Physical Therapy Science.

Lim, Hee Sung; Kim, You Lim; Lee, Suk Min. The effects of Pilates exercise training on static and dynamic balance in chronic stroke patients: a randomized controlled trial. The Journal of Physical Therapy Science.

Lim, Kyung Min; Jung; Jinhwa; Msc, Sunhwa Shum. The effect of bilateral training on upper extremities muscle activation on level of motor function in stroke patients.

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